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Amador sem coisa amada PDF Imprimir e-mail
António Gedeão - Poemas
 
 Imagem do Manuscrito

"Resolvi andar na rua
com os olhos postos no chão.
Quem me quiser que me chame
ou que me toque com a mão.


Quando a angústia embaciar
de tédio os olhos vidrados,
olharei para os prédios altos,
para as telhas dos telhados.


Amador sem coisa amada,
aprendiz colegial.
Sou amador da existência,
não chego a profissional."


António Gedeão in Máquina de Fogo

 
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